Corpo de Eduarda é sepultado em Rolândia; pai assume que ocultou o cadáver, mas nega que tenha matado a filha

cambedefato.com / 29 de abril de 2019.

O corpo da menina Eduarda Shigematsu foi sepultado, sob forte comoção, na manhã desta segunda (29) no Cemitério de Rolândia. Um grande número de pessoas foi prestar solidariedade à família. Os alunos do Colégio Kennedy, onde Eduarda estudava, foram dispensados das aulas para prestar a última homenagem à colega. Desde o desaparecimento da menina, na quarta (24), os moradores de Rolândia faziam uma grande campanha nas redes sociais para encontrar Eduarda. A notícia de que a Polícia havia encontrado o corpo da garota enterrado na garagem de uma casa que pertence ao pai da menina, gerou um clima de grande comoção na cidade com grande repercussão nas redes sociais.  

Atualização – Segundo o repórter Guilherme Spanguemberg, das rádios Líder FM e Brasil Sul, o pai de Eduarda, Ricardo Seidi Shigematsu negou que tenha matado a filha, mas assumiu que  ocultou seu cadáver. Segundo o depoimento feito à polícia, Ricardo conta que encontrou a filha já morta por enforcamento e resolveu ocultar o corpo da menina. Ele contou aos policiais que levou o corpo para uma casa de sua propriedade e enterrou o cadáver em um buraco já existente.

Desvendando o desaparecimento – Guilherme Spanguemberg conta também que os policiais e agentes do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) chegaram ao corpo analisando as imagens de uma câmera de segurança de uma casa vizinha à residência onde Eduarda morava com o pai e a avó.

As imagens mostram Eduarda entrando na casa na quarta-feira (24) após a aula e não mostram a menina saindo do local. Naquele dia ela desapareceu. As imagens também mostram, que, uma hora e meia depois da entrada de Eduarda, Ricardo sai com um veículo de cor escura da casa. Cerca de quinze minutos depois, a avó de Eduarda (mãe de Ricardo) entrou na à residência.

A Polícia chegou até o corpo com a ajuda de denúncias anônimas, que diziam que Ricardo havia estado na casa da Rua Manoel Carreira Bernardino,353 durante a semana. Na manhã do domingo (28), policiais estiveram no local, onde encontraram uma camionete na garagem. A casa está vazia e pertence à Ricardo Seidi Shigematsu. Os policiais então pularam o muro e perceberam que em um dos cômodos havia marcas de movimentação de terra recente e pedaços de concreto. Cavaram e encontraram o corpo de Eduarda com um saco de lixo e uma camiseta na cabeça, com as mãos e pés amarrados e uma corda no pescoço. Em seguida, uma equipe foi até a casa de Ricardo e o prendeu. O pai foi levado até a casa onde foi encontrado o corpo, mas negou participação na morte da filha. Em seguida ele foi conduzido à Casa de Custódia de Londrina, onde permanece preso, acusado de homicídio e ocultação de cadáver.

Outro lado – O repórter das Rádios Lider FM e Brasil Sul, conta também que Ricardo Seidi Shigematsu assumiu, em depoimento à Polícia, que ocultou o cadáver da filha, mas nega que a tenha matado. Ricardo disse aos policiais que encontrou a filha enforcada no quarto dela na quarta-feira e, em desespero, resolveu amarrar o corpo e o leva até a casa da Rua Manoel Bernardino, onde já havia um buraco que ele usou para enterrar o corpo da menina.

CDF com informações de Guilherme Spanguemberg (Rádios Líder FM e Brasil Sul) e Cobra News. Fotos: Guilheme Spanguemberg (Ricardo Seiti) e Cobra News (velório).

#eduarda #infanticidio #rolandia #eduardashigematsu

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