Avó de Eduarda é presa, suspeita de ter participação indireta no homicídio da neta

A prisão temporária de Terezinha Guinaia, avó de Eduarda Shigematsu, foi pedida pelo delegado Bruno Rocha, que investiga se ela pode ter envolvimento indireto na morte da neta.

cambedefato.com / 01 de maio de 2019.

A avó de Eduarda Shigematsu, Terezinha de Jesus Guinaia, foi presa no final da tarde de terça (30), sob suspeita de ter participação indireta na morte da neta. O mandado de prisão temporária foi expedido pelo juiz Alberto José Ludovico, da Vara Criminal de Rolândia, que acolheu o pedido da autoridade policial. Dona Terezinha, como é conhecida, foi presa na casa de um parente e não ofereceu resistência.

O relato é do repórter Guilherme Spanguemberg, das rádios Líder FM e Brasil Sul AM. Segundo ele, a mulher, de 51 anos, foi levada à Delegacia de Rolândia, onde prestou depoimento à Polícia Civil. Segundo o delegado Bruno Rocha, está descartada a participação direta da avó na morte de Eduarda, já que através da análise de imagens de câmeras de segurança, é possível afirmar que Terezinha não estava na casa no momento em que Eduarda foi morta. “Nossa linha de investigação segue no sentido de descobrir se ela teve alguma motivação ou envolvimento indireto no homicídio. Na execução ela não teve participação”, disse.

O delegado também informou que Terezinha negou que soubesse qual destino de Eduarda no momento que registrou o boletim de ocorrência e que alega ter ficado sabendo da real situação somente no momento da prisão em flagrante do filho. “Ela negou tudo”, informa Rocha, acrescentando que a avó creditou ao filho a autoria da morte da neta. “Ela não acredita na versão que ele encontrou a filha enforcada. Ela deixou bem claro para a gente que acredita que ele matou a menina” disse Bruno Rocha.

A contradição entre Terezinha e o filho Ricardo Seidi, sobre ela saber ou não da morte de Eduarda, motivou o pedido de prisão da mulher. Segundo o delegado, Ricardo disse em depoimento que havia contado para a mãe, no mesmo dia (quarta/24), que Eduarda estaria morta. “O ponto principal é que Ricardo contou que ela (Terezinha) já sabia, que no mesmo dia ele contou para ela, e mesmo assim ela fez o boletim de ocorrência (sobre o desaparecimento da menina) e ficou passando informações incorretas para a policia nos dias seguintes”, diz Bruno Rocha que afirmou que a Polícia vai investigar essa contradição e se houve envolvimento indireto de Terezinha na morte da garota.

Após o depoimento ao delegado, Terezinha Guinaia foi presa e transferida para Londrina, sob escolta da Polícia Militar.

CDF com informações de Guilherme Spanguemberg (Rádios Líder FM e Brasil Sul AM). Fotos: reprodução vídeo Guilherme Spanguemberg e blog Gildo Alves.

#eduarda #eduardashigematsu #infanticidio #rolandia

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